Mad men é uma das séries norte americanas lançadas no último ano. Do mesmo produtor de Sopranos, Matthew Weiner que vai ao ar pelo canal AMC.
O mundo retratado em Mad Men é aquele do finalzinho dos anos 50 e início dos anos 60. Podia-se fumar em qualquer lugar: dentro do elevador, nos corredores, no escritório, até mesmo enquanto se fazia um exame ginecológico numa paciente. Era uma época em que álcool não viciava. Ele era combustível de reuniões, era ingerido no meio do trabalho e servido sem restrições nos “nightclubs”. As mulheres eram glamourosas com suas saias rodadas, penteados elaborados, maquiagem excessiva e unhas vermelhas. Os homens exalavam autoconfiança, andavam impecavelmente arrumados, de cabelos curtos cheios de gel. Entretanto, Mad Men trata de desconstruir essa noção romântica que nos foi passada pelos filmes estrelados por Rock Hudson e Doris Day ou séries como A Feiticeira. Cigarro e bebida eram consumidos excessivamente sem o olhar punitivo da sociedade, porém essa mesma sociedade também permitia o adultério, a segregação racial e o anti-semitismo. Os homens eram misóginos e viam as mulheres como objetos sexuais. Elas eram submissas, sem voz ativa, desrespeitadas e vistas como “tolinhas”. É emblemática a cena na qual um médico promete segredo a uma personagem sobre a pílula anticoncepcional, mas diz que irá tirá-la se a paciente “abusar” do medicamento.
Aqui embaixo a abertura que ganhou o grammy de melhor abertura de séries do horário nobre americano.
Vale a pena fazerem o download e assistir, mas manerem no cigarro.
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